O diagnóstico que salva vidas começa numa lâmina digital
Como o A.C.Camargo Cancer Center e o apLIS transformaram a patologia digital em infraestrutura crítica da medicina oncológica Há um momento invisível na jornada do paciente com câncer: quando um patologista analisa uma lâmina e define o rumo do tratamento. Isso acontece milhares de vezes por mês no A.C.Camargo Cancer Center, referência em oncologia no Brasil. Esse processo era analógico, manual e fragmentado. Lâminas físicas limitavam o acesso às informações e ficavam presas a um único lugar, a um único olhar. A instituição mudou isso. “A qualidade do laudo patológico vai se refletir na melhor qualidade do cuidado do paciente”, explica Marina De Brot, médica patologista titular do hospital. Não é sobre tecnologia. É sobre a responsabilidade. Eis o que guiou cada decisão da transformação digital do laboratório. O problema real O A.C.Camargo processa um alto volume de exames histopatológicos e cada amostra representa uma família, uma decisão clínica crítica. A operação dependia de sistemas desconectados, rastreabilidade limitada e pouca visibilidade sobre a produtividade e o tempo das etapas. Com o avanço da patologia molecular, genômica e da medicina de precisão, a infraestrutura já não acompanhava a complexidade da operação. “Na jornada do paciente, é fundamental e decisivo o diagnóstico de anatomia patológica. Com isso, a gente precisa ter dados estruturados e uma melhor custódia da amostra”, explica Fernando de Souza, coordenador do laboratório de anatomia patológica do A.C.Camargo. Custódia Essa palavra é sobre não perder o rastro de uma amostra que representa um ser humano. Foi nesse contexto que o apLIS passou a atuar como o sistema nervoso do laboratório. É uma camada de integração conectando solicitações, lâminas, scanners, análise digital e emissão de laudos em um fluxo rastreável. Isso reduziu o tempo entre a biópsia e a decisão clínica. O laboratório passou a operar com automação de pré-análise, escaneamento em alta resolução e colaboração remota entre patologistas em tempo real. Hoje, uma segunda opinião exige apenas uma conexão. “Antes, a gente sentia falta de dados como produtividade dos colaboradores e os tempos de cada etapa. Quando vamos para o apLIS, sentimos uma mudança significativa”, detalha Fernando de Souza. A arquitetura importa Para uma operação do porte do A.C.Camargo, disponibilidade não é requisito clínico. Um sistema fora do ar significa exames parados, laudos atrasados, pacientes esperando. “A aplicação do apLIS é web, então isso nos traz mais flexibilidade, escalabilidade e disponibilidade”, explica Lillian Correia, coordenadora de TI do A.C.Camargo. A aplicação Web permite colaboração de um patologista de SP com um especialista em outro local, sem instalar nada, sem depender de hardware. A operação pode crescer, com novos laboratórios, unidades ou equipamentos, sem reconstruir a infraestrutura. A segurança das informações e a governança dos dados são tratados como prioridade, não como preocupação reativa. A transformação do A.C.Camargo vai além da digitalização laboratorial. Ela mostra o que acontece quando o diagnóstico patológico passa a ser tratado com a seriedade que merece. Cada vez que uma lâmina digital chega mais rápido ao médico, um tratamento correto é iniciado antes. Cada dado estruturado reduz falhas, melhora fluxos e amplia a capacidade sem aumentar custo. A patologia deixou de ser uma etapa e tornou-se a infraestrutura do processo. E isso é apenas o começo. Para mais informações, acesse:www.aplis.inf.br
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